A Batalha por Azeroth já começou

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Na última terça-feira, depois do processo de atualização mais demorado de Legion (quase que traumático para algumas pessoas), a Blizzard nos entregou o capítulo final de Legion: o patch 7.3.5, que trouxe o epílogo para a história da guerra contra a Legião Ardente.

O pessoal da Horda recebeu uma quest falando sobre o banquete de comemoração em Orgrimmar, em que Gallywix, líder dos goblins, fala com Sylvanas sobre o novo minério que foi encontrado em Silithus, próximo à espada de Sargeras, Gorschalach. Sylvanas percebe, na mesma hora, que “isto pode mudar tudo”.

O pessoal da Aliança vê o discurso de Anduin Wrynn, e logo depois o Mestre Mathias Shaw revela que a Horda encontrou esse minério misterioso em Silithus. Em seguida, ele revela que a Aliança está lá também, investigando as atividades dos goblins.

Isso, é claro, está arrumando o tabuleiro para a próxima expansão, Battle for Azeroth. Dá pra ouvir os tambores da guerra tocando no fundo, com a tensão subindo entre a Aliança e a Horda. Sabemos até agora que Teldrassil vai queimar, e que Lordaeron será sitiada pela Aliança. Mais que isso é pura especulação.

Esta expansão, ao contrário do que parece, não tem foco no PvP. Assim como antes, Aliança e Horda estarão fazendo o que sempre fazem: brigando entre si enquanto o verdadeiro inimigo está à solta. E adivinha para quem vai sobrar o trabalho de impedir que ele vença?

Os mesmos que vêm fazendo isso desde o começo: nós.

Fora isso, só nos resta especular sobre quem é o responsável pelo aumento das tensões entre as duas facções. Durante a campanha na Costa Partida o único evento que realmente polarizou Horda e Aliança foi o que acontecem em Stormheim entre Sylvanas Windrunner e Genn Greymane. E, ainda assim, isso não diz respeito às facções em si, mas aos planos mais pessoais deles. Sylvanas busca uma maneira de garantir a sobrevivência dos Forsaken como povo, e Genn quer vingança pela morte do Príncipe Liam, morto por uma flecha de Sylvanas que era destinada a ele próprio, durante a Batalha por Gilneas.

Sylvanas é atualmente Warchief da Horda, uma posição à qual ela foi elevada por Vol’Jin contra sua vontade. O próprio Vol’Jin não confava nela, mas ele diz que “os espíritos” lhe disseram que ela seria a líder que a Horda precisava. Greymane, por outro lado, não é o líder da Aliança – pelo menos, não oficialmente. Mas ele é a pessoa mais próxima do Rei Anduin no momento. E, como o próprio Epílogo de Legion mostra, ele tem muita influência sobre o Rei – e, portanto, sobre toda a Aliança.

As posições de poder dos dois garantem que eles tenham a capacidade de arrastar o resto do mundo para um conflito que, inicialmente, é puramente pessoal. Mas isso não é tudo. Legion nos deu várias pistas indicando que os Deuses Antigos estão por trás do que está por vir. Eles são especialistas nisso – sussurrar no ouvido de pessoas mais vulneráveis, e manipular suas atitudes para conseguir alcançar seus próprios objetivos.

Embora a Blizzard não tenha, em nenhum momento, declarado isso com todas as letras, é razoavelmente seguro supor que os Deuses Antigos – provavelmente N’Zoth – serão os grandes vilões de Battle for Azeroth. Ainda não é certo quem será o chefe final da expansão, claro, afinal é muito cedo pra isso, mas com certeza vamos nos meter com o Abismo novamente.

Até agora a única presença garantida será Azshara – antiga raina dos elfos, responsável por chamar a atenção da Legião para Azeroth. Vale lembrar que há dez mil anos ela foi a responsável pela Guerra dos Antigos, e foi ela que quase conseguiu trazer Sargeras para Azeroth. Só a implosão da Nascente da Eternidade impediu que isso acontecesse, e a rainha, junto com muitos outros, foi tragada pelo mar quando o continente de Kalimdor foi despedaçado.

A briga pessoal de Sylvanas Windrunner e Genn Greymane, os sussurros dos Deuses Antigos e a escalada de hostilidades por causa do novo minério misterioso que surgiu em Silithus serão os responsáveis pela guerra.

Como já disse Varok Saurfang, “nada de bom pode vir de Silithus”.

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